"Eu quero chegar no topo do mundial": Um bate papo com Karol Ribeiro, a primeira mulher a
- Raphael Mureb
- 11 de nov. de 2019
- 3 min de leitura

Foto:Arquivo pessoal
Ela tem apenas 20 anos, mas a carreira no surf é extensa. A cabo-friense Karol Pessoa Ribeiro, mais conhecida como Karol Ribeiro, é destaque na modalidade, e acumula títulos e participações em grandes eventos nacionais e internacionais.
No surf desde 2005, quando tinha apenas oito anos de idade, a surfista concilia a carreira promissora com a faculdade de administração. Ela está no sexto período. A atleta conheceu o esporte através do irmão, que surfava por recomendações médicas.
Vice-campeã brasileira do Circuito Petrobras de Surf feminino, campeã do Circuito Estadual do Rio de Janeiro Sub-14, da 1ª Etapa do Circuito Estadual Sub-18, entre outros títulos e com participações em etapas da WQS - World Women's Qualifying Series, Karol representou o Brasil nos jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. A atleta foi a primeira mulher a representar o país na modalidade olímpica.
Sendo um dos destaques nacionais. A surfista que acumula convocações para a seleção brasileira, e mira a classificação para a etapa brasileira do WSL - World Surf League, a principal liga de surf do mundo.

Foto:Arquivo pessoal
O surf é um dos esportes aquáticos mais populares da atualidade no brasil – o país possui onze representantes na liga mundial, sendo dois ex-campeões mundiais. A sua origem é incerta, disputada por polinésios e peruanos. No Brasil, os primeiros registros do esporte são dos anos de 1950, quando jovens começaram a descer as ondas em pedaços de madeira. As primeiras pranchas de fibra de vidro só chegaram ao Brasil em meados da década de 1960. O expoente do surf mundial é o floridense Kelly Slater, onze vezes campeão mundial na modalidade. Em 2016 foi elevado à categoria de esporte olímpico pelo COI - Comitê Olímpico Internacional, e será disputado a partir de 2020, no Japão.
Confira o bate-papo com Karol Riberio:
Onde a Karol quer chegar?
-Eu quero chegar no top do mundial, eu espero conseguir. Eu também tenho planos de ter um projeto de surf e viver do esporte. Eu acho que o esporte me traz paz.
Qual é o seu tipo de mar ideal?
-O meu tipo de mar ideal é um mar mais pesado. Porque eu tenho mais força, então sai mais água nas minhas manobras.
Como foi ser a primeira mulher brasileira a competir um pan americano no surf?
-Foi muito gratificante ser a primeira mulher a representar o Brasil no surf, como esporte olímpico. Com certeza ficou marcado na história. Foi uma experiência incrível!
Qual o maior desafio que você já enfrentou no mundo do surf?
-O maior desafio foi depois que eu tomei uma “vaca” muito sinistra num mar grande. Para voltar a surfar, eu tive que ir me desafiando aos poucos para não ter aquilo na minha cabeça. Mas, agora graças a Deus passou.
O que não falta na bolsa de uma surfista?
-Com certeza, é alguma coisa para comer depois que sair do mar, água, protetor e parafina.
O surf feminino ainda enfrenta preconceito?
-Ainda tem preconceito, mas muito menos do que antes. Mas mesmo assim eles acham que a gente pode ter alguma coisa a menos que eles, mas nós temos o mesmo potencial. No circuito mundial as meninas estão de igual para igual com os meninos. Acho que isso já deveria ter acabado.
Uma palavra que define o surf?
-Amor... Porque eu me sinto muito bem fazendo aquilo que eu amo.
Melhor decisão que já tomou na carreira?
-Foi ter competido o Latino-Americano, foi onde consegui a vaga para os Jogos Pan-Americano. E ter me profissionalizado. Foi incrível, a melhor fase da minha vida. Com 18 anos, eu me profissionalizei. Então, esses dois anos estão sendo incríveis
A sua dica de ouro?
-Minha dica de ouro é que toda pessoa deveria experimentar, ou tentar praticar, pelo menos uma vez na vida o surf. Tenho certeza que não vai querer parar mais. É um esporte incrível. Uma sensação inexplicável.




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