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Primeira Feira Maker transforma UVA no principal polo criativo de desenvolvimento de projetos.

Foto do escritor: AECAEC

Estudantes e professores de vários cursos apresentaram projetos para a comunidade acadêmica e visitantes.


Por: Levy Estevam




Imagens: Levy Estevam



Neste ano, a primeira Feira Maker em Cabo Frio, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), incentivou os alunos a produzirem projetos criativos com foco nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostas pela ONU para 2030.

A organizadora do evento, Viviane Japiassú, explica que a finalidade da feira é dar visibilidade aos estudantes e aos trabalhos. "O objetivo da Feira Maker é compartilhar os resultados que os alunos desenvolveram ao longo de uma disciplina maker, com base nas 17 ODS, para compartilhar com a comunidade acadêmica do campus", explica.

As apresentações aconteceram na praça de alimentação da UVA, nessa segunda-feira (04), pelos estudantes de engenharia civil, jornalismo, pedagogia e fisioterapia, que criaram soluções inovadoras para problemas percebidos em suas respectivas áreas de estudo.



Estudante de engenharia civil cria projeto que melhora o fluxo de veículos na principal pista de acesso à Cabo Frio.



Entre eles, o estudante de engenharia civil do 9º período, Nicoleti Lopes, que notou a dificuldade de locomoção de veículos na ligação entre a Avenida Joaquim Nogueira e a Avenida América Central, em Cabo Frio.

Seu projeto busca a construção de uma rotatória que melhoraria o fluxo dos carros e facilitaria a manobra de grandes veículos de carga. Além disso, Nicoleti aponta que os veículos liberam mais gases poluentes quando começam o movimento.

"Os carros emitem mais dióxido de carbono no momento da aceleração inicial do que quando estão em velocidade constante", afirma o estudante, que pretende levar o projeto que é orientado pela professora de engenharia Luciana Oliveira para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).




O projeto visa a construção de uma rotatória entre a Avenida América Central e Avenida Joaquim Nogueira.



Outro projeto, do estudante de fisioterapia, Paulo Generson, do 7º período, desenvolveu um extensor de dedos, junto com a professora do curso de Fisioterapia, Juliana Bittencourt, para uma paciente da Clínica Escola da UVA que tinha dificuldades de realizar algumas atividades diárias por conta de um AVC.

"A paciente realiza a fisioterapia em casa através do extensor, e com o uso contínuo do equipamento, ela relata ter melhoras em suas mãos", conta Paulo Generson, que enfatiza que o material é de baixo custo.



Equipamento pode melhorar as funções motoras em casa.



“Foi uma experiência incrível, um momento único por ter a oportunidade de apresentar ao público um projeto pensado diretamente na reabilitação e função dos movimentos”, conta Paulo sobre a experiência de participar da Feira Maker.

Para atiçar a curiosidade dos visitantes, o evento expôs equipamentos de alta tecnologia. "Trouxemos os óculos de realidade virtual para mostrar as possibilidades que e existem através dessa tecnologia, uma impressora 3D do modelo Ender 3 e uma mini CNC, que são máquinas que fazem gravação a laser", explica Viviane.



CNC é uma máquina a laser que faz gravações em diversos materiais.



Cada participante da Feira Maker tinha o nome e a ODS do projeto gravado em folhas secas coletadas pelos estudantes da professora e coordenadora do curso de engenharia ambiental, Flávia Targa.

Em todas as unidades da UVA, tiveram 98 projetos de alunos e professores. Somente em Cabo Frio foram 12 projetos apresentados de forma presencial. No evento virtualizado, tiveram 257 projetos submetidos. Ainda haverá o evento presencial no campus da Barra, nesta quarta (06), e na Tijuca, nesta quinta (07), no Rio.

 

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