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UVA Cabo Frio, RJ, sedia evento para treinamento de profissionais da saúde sobre hanseníase

Foto do escritor: Juan LessaJuan Lessa

O evento é da Secretaria Estadual de Saúde (SES) junto com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).


Por Juan Lessa

juan.lessa@uva.br

11/11/2021


Nesta quinta-feira (11), foi realizado um treinamento com os agentes comunitários de saúde da atenção básica do município de Cabo Frio, RJ, sobre as novas medidas, procedimentos e teorias em relação à hanseníase no Brasil. O evento é da Secretaria Estadual de Saúde (SES) junto com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) que atua por todo o país. A doença é provocada por uma infecção com a bactéria Mycobacterium leprae que afeta principalmente a pele, os olhos, o nariz e os nervos periféricos.


Os sintomas da hanseníase incluem manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés. Imagem: Arquivo.


De acordo com Brenda Menezes, vice-coordenadora do Morhan estadual do Rio de Janeiro, a importância do evento é que uma roda de conversa é feita para o debate sobre a hanseníase, uma doença infectocontagiosa que tem um preconceito muito grande devido ao termo bíblico 'lepra'. "A gente faz uma conversa com os agentes comunitários de saúde para que eles possam se sensibilizar, se conscientizar e ver a importância do diagnóstico precoce da hanseníase". Menezes afirma que a conversa é voltada para a mobilização social, e não para o diagnóstico, que deve ser feito pelo médico, mas que o agente de saúde pode encaminhar o paciente após a identificação dos sinais e sintomas da doença. "As sequelas são graves e irreversíveis, por isso a importância do diagnóstico precoce", prossegue.


Para Sueli Costa, assistente social, para se ter saúde é necessário informação. "Quanto mais informada a população está, mais condição ela tem de contribuir e participar com os profissionais na prevenção da hanseníase". Ela compartilha ainda que todo o esforço está no sentido de buscar parcerias e contar com o apoio da universidade. "Nós entendemos que os estudos, as pesquisas e os profissionais nos mantém atualizados e nos dão condição de passar informações para a população".


À esquerda, Brenda Menezes (vice-coordenadora do Morhan) e, à direita, Sueli Costa (assistente social). Imagem: Arquivo.


O evento contou com a presença da professora do curso de enfermagem Leila Tomazinho, que atua juntamente com a disciplina de Rede Básica de Saúde. alunos e diversos profissionais da saúde. A ação tem o apoio da Associação dos Professores Públicos Ativos e Inativos do estado do Rio de Janeiro (appai), Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Cabo Frio, RJ, do Programa de Hanseníase de Cabo Frio e da Secretaria Municipal de Saúde.


Imagens: Arquivo.


 

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